sábado, 12 de setembro de 2009

MEMORIAL REFLEXIVO

Sou natural de Ouro, cidade do meio oeste catarinense, primogênito dos três filhos de Guido e Maria, por incrível que pareça, todos professores. Trabalho atualmente como professor da Secretaria da Educação do Estado de Santa Catarina. Há 24 anos sou professor de Matemática e faço a complementação de carga horária em Ciências e Biologia. Meus primeiros anos de estudo ocorreram na E.E.B.Prof. José Cesário Brasil, em Celso Ramos, onde coincidentemente também iniciei minha carreira no magistério. Comecei o segundo grau no Seminário São Carlos, em Guaporé, no Rio Grande do Sul e acabei no Colégio Mater Dolorum, em Capinzal. Fiz faculdade de Matemática na UPF, em Passo Fundo, com complementação em Ciências e Biologia na FACEPAL de Palmas, no Paraná. Pós Graduação em Interdisciplinaridade e Especialização pela UFSC na área de Química.

Ser professor nos dias atuais é um desafio, pois muitas vezes percebemos os comportamentos desiguais do ser humano, em uma sociedade moderna com novas tecnologias e com uma infinidade de informações, por vezes mais interessantes para os alunos fora do ambiente escolar, mais dinâmico e atrativo, enquanto em sala de aula o processo ensino-aprendizagem acaba sendo limitado. As crianças têm sede de novidades e de situações desafiadoras.

Muitas vezes, em sala de aula, lembro-me da primeira professora que tive, Dona Olga, a forma, o comportamento, a maneira de ensinar, o carinho ao aproximar-se de nós, com que pegava em nossas mãos e nos ensinava como segurar um lápis, que até então era um dos materiais que mais se ocupava, ela não ensinava apenas a escrever, ela ensinava o formato dos desenhos das letras e dos números. Hoje é tudo diferente, se perderam ou se esqueceram alguns costumes? Sinto saudades do tempo em que fui aluno, mas sei que agora tudo é diferente. Novos tempos, novos alunos, novas metodologias de ensino e portando, novos professores, capazes ainda de apaixonar-se pela arte de ensinar.

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